O El Niño pode favorecer períodos chuvosos no Sul do Brasil enquanto dificulta a organização de furacões no Atlântico Norte. A explicação foi apresentada pelo meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul, em análise de 9 de outubro.

No Sul, o aquecimento anormal do Pacífico equatorial modifica a circulação do ar, o transporte de umidade e a distribuição das chuvas. Segundo o meteorologista, a primavera tem associação histórica com maior chance de precipitação acima da média durante o fenômeno.

Calor, umidade e sistemas de tempo organizados podem produzir tempestades no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. A persistência da chuva por vários dias aumenta a possibilidade de alagamentos e elevação dos rios.

No Atlântico Norte, a mudança dos ventos entre diferentes altitudes dificulta o desenvolvimento de ciclones tropicais. O vínculo entre os episódios está na influência climática comum. A análise não estabelece ligação direta entre tempestades distantes e ressalta que o El Niño não determina sozinho o tempo local.

De onde vem a informação

Síntese em texto próprio a partir das fontes abaixo. Os dados e cenários são atribuídos a quem os publicou.

MetSulAnálise sobre circulação atmosférica, El Niño e temporais no Sul ↗Fonte publicada em 09/10/2026 · 07:55 BRT · consultada em 10/10/2026 · 03:02 BRT