O Climate Impact Lab estima cerca de 19 mil mortes adicionais relacionadas ao calor no Brasil entre outubro de 2026 e março de 2027. A estimativa consta do El Niño Heat Mortality Tracker, ferramenta divulgada pela Universidade de Chicago em 27 de outubro.

São resultados de modelagem, comparados a uma referência histórica, e não uma contagem de óbitos confirmados. O método combina relações estatísticas entre temperatura e mortalidade com dados meteorológicos. Para meses futuros, utiliza previsões sazonais do ECMWF; para meses anteriores, emprega reanálise de temperatura.

Em comentário publicado neste domingo (1º), a meteorologista Estael Sias, da MetSul, pede cautela ao apresentar estimativas nacionais como consequências certas do El Niño. Ela destaca diferenças regionais e a influência de chuva, nebulosidade e outros fatores sobre os episódios de calor.

O laboratório informa que atualizará a ferramenta mensalmente. A estimativa oferece um cenário para planejamento, sem antecipar o desfecho individual de pessoas nem substituir registros de mortalidade. O risco e a dimensão projetada precisam ser interpretados com suas incertezas.

De onde vem a informação

Síntese em texto próprio a partir das fontes abaixo. Os dados e cenários são atribuídos a quem os publicou.

Climate Impact LabEl Niño Heat Mortality Tracker — metodologia e estimativas atuais ↗Fonte publicada em 27/10/2026 · consultada em 01/11/2026 · 12:09 BRTUniversidade de Chicago — Institute for Climate and Sustainable GrowthNew Tracker Maps the Human Toll of El Niño’s Heat ↗Fonte publicada em 27/10/2026 · consultada em 01/11/2026 · 12:09 BRTMetSul Meteorologia — Estael SiasEl Niño pode matar quase 30 mil no Brasil? ↗Fonte publicada em 01/11/2026 · 11:52 BRT · consultada em 01/11/2026 · 12:09 BRT