O Instituto Baleia Jubarte identificou uma proporção de filhotes de 3,35% entre as baleias avistadas até setembro de 2026, diante da média de 9,98% desde 2014. Os dados foram apresentados pelo diretor de pesquisas Milton Marcondes à Agência Brasil, em reportagem desta segunda-feira (2).

A série vem de observações diárias feitas em uma barcaça no trajeto entre Belmonte, na Bahia, e Barra do Riacho, no Espírito Santo. O acompanhamento difere da estimativa da população por sobrevoos, cujo levantamento de 2026 ainda está em andamento.

Uma hipótese investigada é que mudanças climáticas reduzam a disponibilidade de krill na Antártida, onde as jubartes se alimentam antes da migração reprodutiva para Abrolhos. Menor reserva de energia pode prejudicar a fertilidade e a gestação, explica o pesquisador.

A escassez de filhotes também encurta a permanência na costa brasileira: mães normalmente aguardam o desenvolvimento das crias para a viagem de retorno. A associação com o aquecimento é uma hipótese científica em investigação, e não uma causa já demonstrada para a queda observada.

De onde vem a informação

Síntese em texto próprio a partir das fontes abaixo. Os dados e cenários são atribuídos a quem os publicou.

Agência Brasil — Tâmara FreireTemporada das baleias-jubarte termina com menos filhotes ↗Fonte publicada em 02/11/2026 · 08:19 BRT · consultada em 02/11/2026 · 10:58 BRT